
“Entrar neste estádio cheio bloqueou-me um pouco. Acabei a prova fresco, o que é estranho. Mas foi uma experiência importante para mim, tendo em vista os próximos campeonatos da Europa”, disse o atleta do Sporting, que foi oitavo e último na segunda série, com 21,46 segundos.
Arnaldo Abrantes, de 21 anos, sublinhou que só tinha entrado em estádios com a dimensão do “Ninho do Pássaro” com as bancadas cheias enquanto espectador de jogos de futebol e que estar na pista é “completamente diferente”. “As pernas não responderam ao tiro de partida. Queria baixar dos 21 segundos, mas tem de se aprender com as contrariedades. Eu gosto de aprender. Foi bom ter apanhado aqui este banhozinho... esta tareiazinha e agora ir para casa descansar”, disse.
Estreante em Jogos Olímpicos e aluno do terceiro ano de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, Arnaldo Abrantes justificou com as lesões o facto de ter ficado longe do seu recorde pessoal de 20,48, conseguido nos Mundiais de 2007, em Osaca, Japão.
“No ano passado não tive nenhuma lesão e cheguei aos Mundiais em grande forma. Agora fiz uma tendinite de esforço no ‘meeting’ de Madrid e estive um mês sem fazer velocidade. Faltou-me treino de resistência e, sobretudo, rotina de competição, que eu preciso muito”, concluiu Arnaldo Abrantes. LUSA (texto e foto)
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